Olá queridos leitores! Desejo a todos um bom dia e espero que estejam bem. Antes de tudo, gostaria de expressar minha gratidão por todas as manifestações que tenho recebido em relação aos conceitos que tenho compartilhado aqui com vocês. Fico extremamente satisfeito em saber que as ideias estão sendo bem recebidas e que apreciam meu trabalho.
Hoje, gostaria de abordar um tema que tem sido objeto das minhas reflexões recentes: a importância do pai. O papel do pai é algo com o qual devemos estar plenamente sintonizados e resolvidos se desejamos genuinamente conferir sentido à nossa existência, realizar nossos sonhos e conquistar o mundo.
Alguns de vocês podem estar se perguntando: ?Mas João, você não conhece as minhas experiências, as minhas dificuldades nessa área.? Hoje, vou discorrer um pouco sobre diferentes situações e o impacto delas em nossa relação com essa figura paterna.
A relação de cada indivíduo com seu pai é única e especial. Enquanto a figura materna está presente desde o momento em que somos concebidos, a figura paterna muitas vezes permanece oculta, privando-nos de um acesso direto a ela. É fundamental compreendermos que o modelo de autoimagem que possuímos, a maneira como nos enxergamos, foi moldado durante a infância.
Durante a primeira infância, até por volta dos sete anos de idade, estamos estabelecendo os padrões e as formas de ser que nos acompanharão ao longo da vida. Pensem bem: uma criança de quatro, cinco ou seis anos de idade decidindo como será sua vida quando crescer. É algo de suma importância.
Ao nos tornarmos adultos, buscamos a independência, a felicidade, o amor, a realização pessoal e o sucesso profissional. No entanto, frequentemente nos deparamos com obstáculos e desafios, parecendo que sempre nos encontramos diante dos mesmos problemas nos relacionamentos, nas conversas, nas ações repetitivas. É nesse contexto que a influência da relação com o pai se torna evidente.
O relacionamento com o pai pode exercer um impacto profundo em nossa vida. Quando essa relação não está resolvida de forma adequada, podem surgir dificuldades, bloqueios e a repetição de padrões negativos nos relacionamentos. Por exemplo, um relacionamento amoroso pode começar muito bem, mas, subitamente, algo acontece e tudo desmorona.
Em tais situações, é importante refletirmos sobre a influência da criança que fomos na construção da vida que temos hoje. Já pararam para pensar nisso?
Quando eu era ainda muito jovem, minha mãe se casou novamente e eu adotei meu padrasto como meu único pai. Em minha consciência, eu tinha o poder de escolher esse pai, pois meu pai biológico sequer estava presente em minhas lembranças. Talvez eu sentisse que, ao reconhecer meu pai biológico como pai, estaria traindo o amor do pai que escolhi.
Esse é um exemplo de como a consciência individual pode influenciar nossas relações com o pai.
É fundamental que cada um compreenda sua própria consciência. Em meu caso, decidi que não queria aquele pai, que ele não tinha valor algum para mim. Simplesmente apaguei meu pai da minha vida. Eu acreditava que, se o buscasse, estaria traindo meu padrasto. No entanto, na realidade, eu estava excluindo uma parte importante de mim mesmo.
E é aqui que entra o entendimento necessário. Não se trata apenas de acolher um pai. Estamos lidando com nossa história e com a história de muitas gerações que nos precederam. É imprescindível reservar um lugar para esse pai em nosso sistema familiar, mesmo que ele nunca tenha tido um contato real conosco.
O pai biológico é aquele que nos concedeu a vida, aquele que veio primeiro. Precisamos compreender essa ordem de importância. Ele traz consigo a carga genética, a história familiar, a força dos ancestrais. Ele é o primeiro, o mais relevante.
Claro, há casos em que o pai está ausente, é agressivo ou traz problemas. Entretanto, mesmo nessas situações, é preciso reservar um lugar para ele em nosso coração. Podemos olhar para ele, mesmo que apenas em nossa imaginação, e dizer: ?Você é meu pai, você tem um lugar em meu coração. Não importa quem você seja, eu te honro e te reconheço.?
Essa abordagem não significa que devemos nos aproximar fisicamente desse pai, principalmente se houver riscos envolvidos. É um exercício de consciência e imaginação, por meio do qual buscamos verdadeiramente sentir essa conexão. Trata-se de uma forma de adquirir força, energia e plenitude para nós mesmos.
Caso você encontre alguma dificuldade para realizar esse exercício, não se preocupe. Talvez seja necessário mais tempo e reflexão. A questão é que frequentemente nos vemos presos a essas dificuldades sem sequer percebê-las. Aproveite esta semana para refletir sobre sua relação com seu pai, sobre as soluções que você precisa encontrar para avançar, realizar seus sonhos e transformar aquilo que deseja modificar em sua vida.
Busque a força e a energia provenientes de seus ancestrais, compreenda que acolher esse pai é, na verdade, abrir espaço para sua própria história. E caso ainda encontre dificuldades nesse processo, não hesite em buscar ajuda. A constelação familiar pode se tornar uma ferramenta poderosa para auxiliá-lo nessa jornada de cura e reconciliação.
Lembre-se de que sempre é possível buscar soluções para seguir adiante e encontrar a paz em nossas relações familiares.
Caso este texto tenha ressoado de alguma forma em você, por favor, comente e escreva para mim. Terei imenso prazer em responder a seus comentários e perguntas.
Artigo escrito a partir da transcrição do meu vídeo: UM PAI MILHARES DE RELAÇÕES.